Sete em cada dez empresas no Brasil tem investimentos estruturados em IA generativa

A inteligência artificial (IA) entrou em uma nova etapa de maturidade nas empresas brasileiras. Sete em cada dez organizações já têm investimentos estruturados em IA generativa, com orçamento definido para treinamento, aquisição de software e contratação de consultorias nos próximos 18 meses, segundo estudo da Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes), em parceria com a IDC. Outros 23% ainda estão na fase de testes e provas de conceito (PoCs), sem um plano formal de gastos, enquanto 7% permanecem apenas avaliando possíveis casos de uso.

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A pesquisa também aponta uma mudança na forma como as empresas implementam IA. Em vez de depender apenas de soluções prontas, 38% afirmam priorizar o desenvolvimento de aplicações personalizadas, desenhadas para atender necessidades específicas de clientes ou do próprio negócio.

Como consequência desse movimento, 86% das empresas brasileiras planejam aumentar o orçamento para tecnologia da informação (TI) em 2026. Em cibersegurança, a perspectiva também é de expansão: 80,4% dos respondentes afirmam que ampliarão os investimentos na área.

Maturidade

Apesar do avanço da IA, a percepção é de que a jornada de maturidade ainda está em curso. Apenas 9% das empresas afirmam que estarão “extremamente preparadas” para aproveitar plenamente os recursos de IA nos próximos 12 meses. O grande entrave para evoluir no setor não é o custo, mas a falta de profissionais especializados. Metade das empresas disse que o maior desafio que enfrentam é relacionado à escassez de mão de obra, superando custo (35%), governança (29%) e regulação (28%). O levantamento, obtido com exclusividade pela Coluna, foi realizado pela IDC a pedido da Abes entre 107 executivos responsáveis por decisões de TI em empresas com mais de 100 funcionários.


Fonte: Estadão

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