Brasil pagou R$ 14,2 bilhões em ICMS sobre fretes em dois anos, analisa plataforma
São Paulo
O Brasil pagou R$ 14,2 bilhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) sobre fretes em dois anos, segundo análise da Qive, plataforma de gestão de contas a pagar.
O país gerou R$ 211 bilhões em fretes, conforme o levantamento.
O varejo lidera o volume de movimentações, com 52,1 milhões de CTes (Conhecimentos de Transporte Eletrônico) —documento fiscal digital obrigatório para registrar a prestação de serviços de transporte de cargas— emitidos durante o período, mas tem um dos menores tickets médios, de R$ 1,5 mil.
Por outro lado, segmentos como Energia e Agronegócio dominam o montante financeiro, acumulando mais viagens de longa distância e com preço maior. Os tickets médios são de R$ 11,5 mil e R$ 5,4 mil, respectivamente.
O estudo levantou informações no período de 1º de janeiro de 2024 a 31 de dezembro de 2025, usando uma base de 194,2 milhões de CTes emitidos.
Giro rápido
A plataforma analisa que o mercado de frete difere de outros do B2B (“business to business”, sigla em inglês para designar vendas entre negócios, sem chegar ao cliente final). Nesse segmento, enquanto a maior parte adota financiamentos a longo prazo, o transporte opera em ciclo rápido e sem margem para parcelamento.
“Isso é um ponto crítico de controle para a conferência do documento. Se o frete é pago em dias e de uma vez, o erro que não for capturado no CTe quase não tem janela de correção”, avalia Guilherme Martins, gerente de produto na Qive. Concentração regional Dados apontam que o estado de São Paulo é a origem de 56,6% de todos os CTes do país, com 6,9 milhões de documentos emitidos. Na visão da plataforma, a distribuição evidencia o destaque do anel de distribuição metropolitano composto por Cajamar, Guarulhos, Barueri e Sumaré.
Fonte: Folha de São Paulo
