Burnout leva mais de 22 mil trabalhadores à Justiça em uma década
Nova NR-1 pode ampliar responsabilização das empresas
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O avanço dos casos de burnout no Brasil deixou de ser apenas um problema de saúde pública para se transformar também em uma questão jurídica e trabalhista de grandes proporções. Estudo da Predictus, big data de processos judiciais, revela que 22.815 ações trabalhistas relacionadas à síndrome de esgotamento profissional foram ajuizadas entre janeiro de 2016 e abril de 2026, acumulando R$ 9,94 bilhões em valores de causa.
Os dados mostram uma escalada expressiva no número de processos ao longo da última década. Em 2016, primeiro ano completo da série histórica, foram registradas 943 ações judiciais envolvendo burnout. Em 2025, o número chegou a 4.940 processos, um crescimento de aproximadamente 424% no período. O pico histórico da série ocorreu em 2024, quando o Judiciário trabalhista recebeu 5.999 ações relacionadas ao esgotamento profissional, o maior volume já registrado.
Em 2025, o número chegou a 4.940 processos, um crescimento de aproximadamente 424% no período. De acordo com estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgadas através do relatório “O ambiente de trabalho psicossocial”, os riscos psicossociais, anualmente, representam uma perda de 1,37% do PIB global. Mapeando a saúde mental e os riscos psicossociais para além da “ergonomia” no trabalho, o Brasil está próximo de um avanço histórico no bem-estar do trabalhador. O progresso, contemplado pela NR-1, propõe um novo olhar acerca de denúncias antigas, mascaradas nos corredores das empresas.
Fonte: Monitor Mercantil
