Deeptech brasileira lança assistência jurídica gratuita por IA no WhatsApp

Luana Franzão

São Paulo

A Forlex, deeptech brasileira focada no desenvolvimento de inteligência artificial para o setor jurídico, lança uma versão para o público geral da sua IA, batizada de Livia Cidadão.

A ferramenta funciona via WhatsApp e funciona como assistência jurídica gratuita para a população. Ela foi desenhada para responder, a partir da conexão às bases de 81 tribunais brasileiros, em linguagem simples, a dúvidas cotidianas sobre direitos e deveres sem exigir conhecimento jurídico prévio do usuário. Ela não terá versão premium a ser paga.

O número da assistente, a ser adicionado no WhatsApp pelo usuário, pode ser encontrado no site da Forlex.

A empresa desenvolve a ferramenta oficial de IA da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Ainda, a companhia, que participou do programa de desenvolvimento de startups de inteligência artificial da AWS —braço de tecnologia da americana Amazon—, fechou um contrato de US$ 32 milhões (R$ 160 milhões) com a big tech para expandir a operação.

“A reforma tributária deve aumentar significativamente a necessidade de informação jurídica acessível para a população e para pequenos negócios. A LIVIA Cidadão surge para traduzir essa complexidade em uma linguagem prática”, diz Daniel Bichuetti, cofundador e CTO da Forlex, sobre o momento escolhido para o lançamento do produto.

A proposta é que o chatbot sirva como porta de entrada para a orientação jurídica básica e que, se necessário, o usuário procure um profissional do Direito para continuar a assessoria. O usuário poderá perguntar, por exemplo, sobre cobrança indevida, direitos trabalhistas, pensão, FGTS, aluguel, benefícios do INSS, regras de consumo ou impactos tributários no dia a dia, recebendo respostas explicativas e contextualizadas. A plataforma não fará análise de casos concretos, nem emitirá pareceres, petições ou recomendações processuais. O modelo será sustentado financeiramente pela operação principal da Forlex, voltada a advogados, escritórios e departamentos jurídicos.


Fonte: Folha de São Paulo

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