Câmara deve votar acordo entre Mercosul e Efta na quarta
Brasília
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Efta (Associação Europeia de Livre Comércio) deve ser votado na Câmara dos Deputados até quarta-feira (10). A expectativa é que os parlamentares ratifiquem o tratado.
O tema vinha sendo tratado com preocupação por diplomatas que temiam que o calendário eleitoral impedisse que o Congresso Nacional confirmasse o acordo.
Mas o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) entrou em campo e em uma interlocução com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conseguiu um acordo para votar o texto nesta semana.
Os dois blocos assinaram o acordo em setembro do ano passado, mas o texto ainda precisa ser ratificado pelo Congresso Nacional para que entre em vigor.
Nos últimos meses, no entanto, o parlamento priorizou a votação do tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O receio é que a votação final fique para depois do recesso e o início da campanha eleitoral impeça que o tratado comece a valer.
Mercosul e Efta representam quase 300 milhões de habitantes e um PIB superior a US$ 4,39 trilhões. O bloco europeu é formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
Associações comerciais lançam manifesto em defesa de PEC alternativa à 6×1 e defendem liberdade de negociação
Brasília
Na semana em que Senado define o rito da PEC do fim da escala 6×1, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) divulga uma carta-manifesto contra a proposta aprovada na Câmara e diz que o trabalhador deve ter liberdade para decidir o quanto quer trabalhar.
No documento, a entidade diz que “a vida real não cabe numa caixinha fechada” e que não dá para impor uma escala engessada para todos.
“O Brasil real não funciona no ‘tamanho único’. O vendedor que sustenta a casa na comissão precisa de tempo para vender, não de folga obrigatória por lei. E, no fim, quem paga a conta é você: no preço da marmita, nas compras do supermercado, na tarifa do ônibus e até no valor do condomínio”, diz a CACB.
A confederação presidida por Alfredo Cotait Neto sai em defesa da PEC da oposição que prevê o pagamento por hora trabalhada. O texto, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a ser alvo de críticas da esquerda porque permitiria uma escala 7×0.
“Quer trabalhar menos horas por dia para conseguir estudar ou cuidar dos filhos? Você pode. Quer trabalhar mais em dezembro, quando o movimento está lá em cima, para entrar no ano novo sem dívida? Você pode”, diz o documento. A ideia da entidade é pressionar os senadores a votarem a PEC alternativa sob o argumento de que o trabalhador deve decidir a própria vida. “O que está em jogo não é apenas uma alteração na Constituição. É a sua liberdade de escolha”, finaliza.
Fonte: Folha de São Paulo
