Mais da metade das grandes empresas têm segurança cibernética insatisfatória

Mais da metade das grandes empresas brasileiras têm uma gestão de riscos cibernéticos insatisfatória ou ruim, segundo dados de levantamento da Zurich Seguros. Ainda assim, houve evolução substancial no quesito desde 2020: o porcentual de organizações com nível baixo de segurança digital caiu de 93% para 55% no ano passado.

A fatia de empresas com avaliação excelente avançou de 1% em 2020 para 22% em 2024. Já as consideradas boas passaram de 6% para 23%. A maturidade na gestão de riscos cibernéticos cresceu diante do aumento e da sofisticação de ataques do tipo, de acordo com José Bailone, diretor executivo de seguros corporativos Zurich. Ele destaca que a adoção de regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também contribuiu para a melhora.

Entre os aspectos que precisam ser corrigidos em empresas com baixa governança estão a ausência de um plano para lidar com incidentes, a falta de preparo para recuperação de dados em caso de falha e a dificuldade para identificar comportamentos digitais suspeitos. Os principais pontos de atenção na proteção digital podem ser melhorados sem grandes investimentos em equipamentos e sistemas, segundo relatório da Zurich.

Foram avaliados 23 fatores de riscos de segurança da informação, desde a gestão de ativos, governança, controle de acessos e monitoramento, até planos de resposta a incidentes e recuperação de desastres. A pesquisa foi feita com 577 empresas, todas com faturamento anual superior a US$ 10 milhões e de setores como indústria de base, energia, tecnologia, saúde, ensino, transporte, varejo e serviços jurídicos. O número de empresas avaliadas variou ao longo dos cinco anos de análises, e incluiu companhias seguradas e não seguradas.


Fonte: Estadão

Traduzir »